sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Unam sanctam" - Bula de S.S.Bonifácio VIII



BULA

DO SUMO PONTÍFICE

BONIFÁCIO VIII

UNAM SANCTAM



18.11.1302 Papa Bonifácio VIII


Do Papa Bonifácio VIII

De 18 de novembro de 1302

Una santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: "Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou" (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi à arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com "um côvado" (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído.

A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: "Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão" (Sl 21,21). Ao mesmo tempo em que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro: é Cristo e Pedro, vigário de Cristo, e o sucessor de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,17). Disse "minhas" em geral e não "esta" ou "aquela" em particular, de forma que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo pois o Senhor disse no evangelho de São João: "Há um só rebanho e um só Pastor" (Jo 10,16).

As palavras do Evangelho nos ensinam: esta potência comporta duas espadas, todas as duas estão em poder da Igreja: a espada espiritual e a espada temporal. Mas esta última deve ser usada para a Igreja enquanto que a primeira deve ser usada pela Igreja. O espiritual deve ser manuseado pela mão do padre; o temporal, pela mão dos reis e cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do padre. Uma espada deve estar subordinada à outra espada; a autoridade temporal deve ser submissa à autoridade espiritual.

O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de poder terrestre. Devemos reconhecer isso quando mais nitidamente percebemos que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom. Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se o poder superior se desvia, somente Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim testemunha o apóstolo: "O homem espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado" (1Cor 2,15).

Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e fundada para ele e seus sucessores Naquele que ele, a rocha, confessou, quando o Senhor disse a Pedro: "Tudo o que ligares..." (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder determinado por Deus "resiste à ordem de Deus" (Rm 13,2), a menos que não esteja imaginando dois princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que, conforme Moisés, não é "nos princípios", mas "no princípio Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1).

Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao romano pontífice.

Dada no Vaticano, no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BOTE FÉ em Lagarto-SE



PROGRAMAÇÃO


  • 03-01

18:30h - Caminhada com rosário luminoso com a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora da Visitação, saindo da Igreja da CIDADE NOVA.
Obs. Favor levar vela
21:00h - Acolhida da Praça da Piedade
21:30h - Santa Missa
22:30h - Ida à Igreja do Rosário, onde haverá uma Vigília eucarística durante toda a noite.


  • 04-01

6hs - Santa Missa
7hs - Envio da Cruz e do Ícone para Estância

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Homilia da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo

Alecio Souza Vieira


Caríssimos filhos da Igreja de Nosso senhor Jesus Cristo, hoje celebramos a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Cristo é Rei, nós somos os seus súditos. O seu Reino não é deste mundo (Cf. Jo 18, 36) e o seu trono não é de ouro brocado com pedras preciosas, mas de madeira: é a cruz. O seu manto é vermelho, mas não é de tecido nobre, é o seu Preciosíssimo Sangue vertido no madeiro que cobria o seu Santíssimo Corpo.
Guardemos bem esta imagem do Rei crucificado...

1º Ponto: “O Rei-Juiz-Pastor”
O Santo Evangelho desta solenidade nos apresenta Cristo como Rei, soberano, que vem sobre as nuvens com seu exército celeste (Cf. Mt 25, 31). Este Rei vem como juiz, para julgar a terra inteira, todos os povos. Todavia, encontramos outro aspecto deste Rei: além de ser Juiz, é também Pastor, conhece bem o seu rebanho e tem a autoridade e o conhecimento para separar as ovelhas dos cabritos (25, 33). Quando falamos de juiz já nos vem em nossa mente a “condenação”, esquecemos que sua função é zelar pela verdadeira justiça. Cristo é Rei justo, e conhece bem a cada um de seus súditos e sabe muito bem qual a sentença final aplicar. Ele é Rei-pastor, mas se faz Rei-cordeiro, sim meus irmãos, Cristo sendo Juiz e Pastor se faz réu e cordeiro. É no alto da Cruz que contemplamos o Amor deste Rei, a misericórdia deste mesmo Juiz e a humilhação deste mesmo Pastor.
O nosso Rei é apresentado morto, não para humilhá-lo, mas para mostrar-nos que se quisermos entrar no Reino eterno é preciso morrer, não apenas fisicamente, todavia durante esta vida é necessário deixar morrer em nós as nossas paixões, a nossa vontade para que o Amor real de Cristo habite em nós.
Percebemos até aqui que nos deparamos com a “loucura” deste Reino que está repleto de contradições: “Quem quiser viver deve morrer (Cf. Mt 10); quem quiser ser o primeiro que seja o último (Cf. Mc 9); o Rei é pobre; é assassinado, mas vive e por sua morte gera a vida; o Pastor se faz cordeiro e é imolado...” dentre outros aspectos que compõe este Império do Amor, por isso é contraditório pois o Amor neste mundo é contradição.

2º Ponto: “O Reino dos Céus”
O Reino dos céus é o ápice da pregação de Cristo. O Reino está tão implicitamente ligado a Cristo que se pode dizer, como Orígenes, que Ele é autobasileia, é Ele mesmo o próprio Reino. É pessoa: O Reino é Ele, Cristo é Rei!
Neste mundo nos deparamos com o sofrimento, que deve ser compreendido pelo cristão como a cruz a ser carregada por amor a Cristo e como chave da porta do Reino. Esta cruz nos leva ao Reino da vida eterna que está nos céus, é pela cruz que se chega a vida.
E como Já dizia Santo Ambrósio “Vida é, de fato, estar com Cristo; aí onde está Cristo, aí está a Vida, aí está o Reino". É em Cristo que está a Vida, é em Cristo que está o Reino. Ele é Rei, mas seu reinado não é social, muito menos territorial, mas Eterno e ilimitado. Busquemos pois o Reino bendito dos céus!

3º Ponto: “A caridade como portal do Reino”
Todos os reinos que conhecemos tem um território limitado, e um exército que não permite que qualquer um tenha acesso a ele. Imaginemos pois, aqui uma porta de entrada, imensa, mas muito estreita. Este é o portal para a entrada do Reino de Cristo, é a caridade, que por sua vez é imensa e ilimitada, mas que também é muito difícil de se vivê-la.
O Evangelho que acabamos de ouvir nos mostra dois caminhos: o da caridade para com os pequeninos e o do desprezo para com eles. Aqueles que trilham o caminho da caridade no bom trato aos necessitados (famintos, sedentos, nus, presos...) entrarão no Reino dos céus, pois quando se age com caridade a estes, é a Cristo que serve, Ele agora se coloca como pequeno. Outra virtude que destacamos nesta Santa Liturgia, é a humildade. Cristo é Rei, mas é humilde, é Juiz mas é humilde, é Pastor mas humilha-se sendo cordeiro, é Imenso e se faz pequenino.
Diante disto podemos nos questionar: Porque somos tão orgulhosos e vaidosos se buscamos o Reino da humildade? Isso sim que é contradição!
É somente através da caridade e da humildade, ou seja, da santidade, que se chega ao reino. “Eis o reino de Deus e a sua justiça: uma vida santa; isso é o que temos que procurar em primeiro lugar, a única coisa verdadeiramente necessária” (São Josemaria Escrivá)

Voltemos agora, meus irmãos, àquela primeira imagem, a figura do crucificado.... Cristo Senhor, Rei do universo nos dá uma “banho” de humildade e caridade. É na cruz que Ele Reina, sim meus irmãos, é no monte calvário que o Rei se faz Rei. Ele já reinava com o Pai na glória, no entanto é na cruz que o Rei coroado, não com ouro, mas com espinhos, oferece para nós a salvação e conquista o território do nosso coração e nos devolve a dignidade de filhos do Reino.
Então convido neste dia a você jovem, adulto, criança, idoso, a viver a santidade para ser morador do Reino. Busquemos juntos a santidade! Que os pais possam educar seus filhos neste caminho de caridade e santidade, e que os filhos possam ouvir seus pais para assim trilharem juntos esta via da vida.


Peçamos a Virgem Maria, Rainha dos Anjos e Santos, que nos ensine a fazer jus ao Sangue derramado e ao Corpo entregue, buscando sempre mais viver a caridade e a humildade para assim ultrapassarmos este portal usando também a chave que é a cruz cotidiana.
Meu Senhor e meu Rei, ajuda-me a ser um súdito fiel e propagador do seu Reino, não apenas com belas palavras, mas com a vida.
Cristo Rei nosso, Venha a nós o vosso Reino!!! Que o Senhor Reine em nossa vida e em nosso coração. Assim seja!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Festa de Nossa Senhora da Piedade - Lagarto-SE, 2011

Altar do Santuário Mariano diocesano de Nossa Senhora da Piedade


Pe.Lucas Chagas, Vigário Paroquial de Lagarto-SE


Dom Henrique Soares, celebrou a Santa Missa Solene

Pe.Vagner Araújo, cerimoniáro episcopal e Pe.Lucas


Sua Excia. Revma. Dom Marco Eugênio, Bispo de Estância

Clero diocesano de Estância


Casal coordenador da Festa da Piedade 2011, Humberto Vieira e Jeâne Vieira

Santa Missa Solene

Pe.Lucas (Vigário paroquial) e Pe.Raimundo(Pároco)

Dom Marco Eugênio G. L. de Almeida encerrou a Festa

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”

Alecio Souza Vieira
Mt 16, 21-27
Juntamente com o coro dos santos anjos e arcanjos louvamos e adoramos o Senhor sob o véu do Sacramento. A Ti, Oh Amado Senhor o nosso louvor e adoração. E olhando para Ti nesta noite pedimos a graça de saber carregar a nossa cruz em nosso dia-a-dia.
·                     1º Ponto
“Pedra de tropeço”
Neste Evangelho que acabamos de ouvir nos é apresentado um momento muito difícil da vida de Jesus: Ele sabe que irá sofrer, morrer e ressuscitar, e agora anuncia aos seus discípulos. O apóstolo Pedro não compreendeu e repreendeu: “Deus não permita tal coisa, Senhor!Que isso nunca te aconteça!”.  Pedro, que em alguns versículos atrás é elogiado por Jesus ao professar a sua fé,iluminado por Deus, o reconhecendo como Cristo, agora já fala por si, ao não aceitar o sofrimento de Jesus, que o repreende fortemente, chamando-o não mais de rocha, mas de “pedra de tropeço” (Skándalon).
Aquele que é chamado a ser rocha, por graça de Deus, por si só é uma pedra no caminho”(Cardeal Ratzinger- compreender a Igreja hoje).
Não vamos aqui falar da infalibilidade papal, do primado de Pedro ou do poder das chaves, falaremos da atitude de Pedro diante do anúncio da Paixão do Senhor.
Vemos aqui um grande paradoxo na vida de Pedro: o pensar e o agir iluminado por Deus e o pensar e o agir por si próprio, por sua humanidade.
Caríssimos, o pensar segundo a carne, a busca pela felicidade terrena, a ambição pelos bens que passam e o sucesso jamais poderão andar em união com o caminho proposto por Jesus. Quem quer ser fiel ao evangelho e ao projeto do Reino Eterno tem que nadar contra a maré, contra o que este mundo oferece e contra a nossa própria vontade.
Serve para nós o que Nosso Senhor nos apresenta: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?” Precisamos perder a nossa vida sim, deixar morrer a nossa vontade, para que já não sejamos chamados de Skándalon, mas de rocha. Não no mesmo sentido que Pedro, é claro, mas rochas firmes, inabaláveis para que o Senhor construa sobre nós o que é de seu agrado.

"O que verdadeiramente torna desgraçado uma pessoa - e inclusivamente uma sociedade inteira - é essa procura, ansiosa e egoísta, de bem-estar: esse intento de eliminar tudo o que contraria" (São Josemaria Escrivá)
É bem mais fácil largar a cruz, e buscar uma felicidade prazerosa, mas momentânea. É muito mais cômodo fugir dos problemas, eliminar o que nos contraria e se iludir num mundo hedonista de pessoas que se julgam extremamente felizes. Fazer o contrário disso é para este mesmo mundo, uma patologia, todavia prefiro chamar isso aqui de santidade. E esta santidade é conquistada no cotidiano, nas pequenas coisas: Desde a menor à maior de nossas obrigações. Aí está o segredo da verdadeira felicidade, que ao contrário do que este mundo prega, consiste em fazer a vontade de Deus, nas pequenas coisas, consiste em ser homem o suficiente para assumir as minhas obrigações e carregar o fardo pesado da cruz, e versa ainda em saber renunciar a si próprio em vista de um querer mais sábio e benéfico que é o de Cristo. Ao deixar Deus realizar em nós a sua obra, não é eliminada a nossa natureza humana (Pedro não deixou de ser homem ao professar a sua fé no Cristo), mas esta natureza é aprimorada e nos faz ser mais homens ao nos remeter ao princípio para nos deparar com o que de verdade nós somos: imagem e semelhança do Criador.

·                     2º Ponto
Amados irmãos, Cristo nos lança um grande desafio, ou melhor, uma condição para sermos verdadeiros seguidores seus:
“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”
Ele não coloca outro caminho opcional que seja mais light. Cristo apresenta como única condição para seu seguimento o que é o mesmo destino seu, a renúncia e a cruz. Vemos aí uma total identificação do discípulo com o Mestre.
A renúncia implica, como já vimos, em um despojar-se do ser homem do mundo para se tornar um homem de Deus, alguém que ouve o Senhor e segue sua palavra, obedece a sua Vontade. Precisamos pensar como Deus e não como os homens.
“Durante a perseguição nazista, muitos trens carregados de judeus partiam de todas as partes da Europa para os campos de extermínio. Eram convencidos de embarcar por falsas promessas de serem levados para lugares melhores para o seu bem, enquanto que, ao contrário, eram levados para a destruição. Às vezes, acontecia que em alguma parada do comboio, alguém que sabia a verdade gritava às escondidas para os passageiros: Desçam, fujam.E alguns conseguiam.
O exemplo é um pouco forte, mas expressa algo sobre nossa situação. O trem da vida no qual viajamos vai para a morte. Sobre isso, ao menos, não há dúvida. Nosso eu natural, sendo mortal, está destinado a terminar. O que o Evangelho nos propõe quando nos exorta a renunciar a nós mesmos é a descer deste trem e subir no outro trem que conduz à vida”. A renúncia cotidiana nada mais é que abrir os olhos para que, contemplando o Senhor e cumprindo a sua vontade, possamos entender os seus sinais para mudarmos para o trem que nos leva à vida.
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Como é difícil, irmãos, aceitar a cruz e o sofrimento! Como é difícil renunciarmos a nossa vontade, os nossos pensamentos para cumprirmos a vontade divina e pensarmos conforme o Senhor! Como somos muitas vezes cegos ao não ver os sinais do Senhor que nos convida a mudar de trem! Mas, aí está o grande desafio. Pedro também não entendeu no início, mas aos poucos, e de modo mais completo no cenáculo em Pentecostes, pois é somente, pela graça iluminadora de Deus, que se compreende a ação salvífica deste mesmo Deus por meio da cruz.
A cruz não representa o fim da vida, pois o sacrifício redentor do calvário só tem sentido para nós se olharmos para a ressurreição e vermos que o nosso Deus vence a morte e é o Senhor da vida. A cruz cotidiana nos traz sofrimento sim, todavia desta forma nos purificamos para chegarmos à pátria celeste, é preciso apenas ter paciência e olhar sempre para o Homem do calvário que soube acolher para si, de modo paciente, a vontade do Pai.
Como futuros sacerdotes precisamos ter isso bem claro:
“A única coisa que as pessoas buscam no sacerdote é Cristo” (Bento XVI)
O nosso modelo de sacerdote é Cristo crucificado, Sumo e Eterno Sacerdote. É só abraçando a cruz que encontraremos a ressurreição. Deixemos, irmãos, nos crucificar neste Amor! Entreguemos a nossa vida por completo, com Cristo, no altar da cruz! E que o nosso coração seja transpassado pela lança do entendimento de que somos homens de Deus, homens do calvário, homens disponíveis para o anúncio do Reino bendito. Só assim pensaremos como Deus e não como o mundo.
Peçamos a Maria, a mãe das dores, a Virgem da Piedade, que esteja conosco no caminho de cruz. Que o seu exemplo em estar de pé, numa posição de segrança, diante da sua grande dor no calvário, possa ser para nós um incentivo a não desistir diante do sofrimento e das dificuldades cotidianas.
Que o Bom DEUS venha em nosso auxílio e acolha em seu Divino Coração o nosso desejo de sermos somente Dele, e que nos abençoe em nosso bom propósito de renúncia e de aceitação da cruz, para que juntos possamos um dia contemplá-lo face a face no céu. Assim seja!

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Pregação na Hora eucarística proferida aos seminaristas do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil, 25-08-2011