domingo, 12 de junho de 2011

Homilia de Pentecostes

Pe.Samuel Pereira Viana

Vinde Espírito Santo...

Irmãos e irmãs, iniciamos assim nossa reflexão, pois todas a vida da Igreja está e deve sempre estar permeada pela ação do Espírito Santo que na Igreja é como que a sua alma e na Ssma. Trindade, é o elo de comunhão entre o Pai e o Filho, totalmente voltado para um e outro; totalmente recebendo e doando o Amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai e, por ambos, sendo amado e amando-os. Ele é, pois, por apropriação, e é o que lhe constitui, total e perfeitissimamente o Dom do Amor em pessoa ou a Pessoa Amor no seio da Trindade Beatíssima.

Mas hoje, nossa atenção se volta não tanto para Ele, mas para a sua ação e somos levados a considerá-Lo não em Si, mas n’Ele, agindo na Igreja, Corpo de Cristo e em nós, membros vivos deste mesmo Corpo, onde Cristo é a Cabeça que, pela sua gloriosa Ascensão, do Céu constantemente nos atrai pelo Espírito derramado.

O Espírito Santo é o Amor no seio da Trindade Beatíssima. Isto significa que, pela sua própria natureza, ele é a Pessoa que brota da relação profunda de amor e natureza entre o Pai e o Filho. Sendo assim, a missão do Espírito Santo nos membros do Corpo de Cristo, a Igreja, é levar-nos ao interior mesmo da vida divina, gozando daquele amor que constitui a vida de Deus. Por isso o Espírito Santo é a Pessoa que não fala de Si, como nos revelou o Senhor, mas fala constantemente do Filho. Ele vem habitar em nós, não para ser adorado por si, mas na relação mesma entre o Pai e o Filho. Nosso Senhor assim rezou antes de partir de volta para junto do Pai: “Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim” (Jô 17, 23).

Deste modo, hoje o Senhor realiza o que prometera: enviar-nos outro Paráclito, isto é, outro que, vindo a nós, a Ele nos conduza e ao Pai.

Irmãos, o Espírito Santo-Amor, é aquele que não olha para si mesmo, mas voltado para o Pai e o Filho e que comunicado a nós, vem em nosso socorro para também nós sairmos de nós mesmos, nos impulsionando para Cristo e, nele, para Deus Pai.

Esta missão do Espírito Santo, mandado do Pai pelo Filho nos fazendo participar da vida de Deus, é pois, para que a vivamos entre nós como uma antecipação daquilo que viveremos no eterno abraço de Deus: uma comunhão de amor tal que, no dizer de São Paulo: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam ” (Coríntios 2,9). Assim, o  Espírito Santo nos impulsiona a desejar o que Deus deseja para nós a tal ponto de nos fazer superar os nossos gostos e nossas ilusões sobre o que é melhor para nós.

Deus caritas est! Deus é Amor e, sendo Amor só quer o que realiza em nós sua própria vida e quer afastar de nós o que pode danificar seu plano de real amor.

O Amor de Deus, portanto, nos faz sair de um eu enfraquecido e dividido pelo pecado, para alcançar o nós, n’Ele - Amor, e nas nossas relações de tal modo a nos considerarmos perdidos para o “eu” no “nós” que realiza. Mas, numa relação de real amor, o perder-se é verdadeiramente encontrar-se, posto que o amado se encontra tal qual é na relação com o Divino Amante.

Assim, o Espírito que nos faz sair, nos leva também voltar ao nosso verdadeiro eu que se encontra confuso, enfraquecido e disperso pelo pecado. Deste modo é que podemos contemplar o evento de Pentecostes que estamos celebrando.

A antiga torre de Babel tem aqui sua total destruição. Lá os homens, por si mesmos queriam chegar ao céu, sem Deus! Aqui, eles se encontram aguardando a realização da promessa do Senhor, reunidos em oração com Maria, a Mãe de Jesus. São Lucas detalha o seu estado d’ânimo: estavam com medo! Medo que brota da dispersão, da ausência do Senhor. Mas eis que se realizam os sinais, reproduzindo, o que se dera no Sinai quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos: “fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo”. Lá a Lei; aqui a graça do Amor. Lá a letra, aqui, doravante a vida a ser vivida em plena liberdade do Amor.

Neste senso é que, antes medrosos, agora intrépidos e valentes. Publicamente narram as maravilhas de Deus! E Pedro toma a palavra no primeiro ato de Magistério como Vigário de Cristo a anunciar a salvação pela fé, Batismo e Crisma, Sacramentos primeiros, pelo qual se é introduzido Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo, onde pela Eucaristia recebemos o Senhor. Eles nos fazem cristãos e testemunhas do Senhor com valentia!

E cada um entende em sua própria língua: eis o milagre que destrói finalmente o impulso de Babel presente nos homens quando querem afastar Deus. Lá a confusão das línguas, a dispersão e guerras pela face da Terra; aqui, apesar das variadas  línguas e povos, uma só compreensão: as maravilhas de Deus, o único capaz de satisfazer o desejo humano daquilo que busca, tantas vezes às avessas: a felicidade! Esta somente possível em Deus e no Amor que Ele nos dá.

A variedade de línguas e povos que constituem a Igreja tem aqui o seu sentido: a Igreja é a não-Babel. Isto, porém não elimina as diferenças, mas as unifica no Amor. Por esta razão o Espírito Santo, como que em línguas de fogo, se divide. Esta divisão, entretanto, não o diminui mas o comunica variadamente. É a variedade dos dons do Espírito concedidos à Igreja para que ela seja edificada. Ninguém, portanto, pode dizer-se no Espírito Santo e com dons, se estes não conduzem à edificação da Igreja e ao bem comum de todos os filhos de Deus. É o que São Paulo recorda aos coríntios ao dizer: “Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.” Todo batizado, pois é um carismático, o que significa dizer, é templo do Espírito e deve viver do Espírito que quer ser glorificado em Cristo e Cristo no amor ao Pai, numa vida de serviço e cooperação com todos os demais batizados.

Assim, caros irmãos, se o Espírito é aquele que, voltado para o Pai e para o Filho, habitando em nós, nos ensina também a amar-nos uns aos outros como o quis Cristo. O amor humano, por isso, como ensina São Tomás, é “o êxtase da alma para o amado”. É um sair de si ao encontro do outro; é um esquecer-se e perder-se para encontrar-se verdadeiramente na união entre o que ama e o que é amado. O único interesse de quem ama deve ser amar e, se há no amado amor, dele receber também amor. E para encontrar amor, devemos aprender de São João da Cruz: “Onde não há amor, põe amor e encontrarás amor”!

E, quanto a qualidade e natureza do amor, devemos sempre considerar se nos leva ou nos afasta de Deus. Em Deus, tudo e todos podemos amar e ser amados.

Da natureza do amor, os latinos nos legaram: “amor diffusivum sui”, o amor é difusivo por si, por sua própria natureza. Isto nos faz retornar ao evento de Pentecostes e ao Dom do Espírito que o Senhor concede aos Apóstolos, como ouvimos no Evangelho. Junto com o Espírito o dom de perdoar os pecados. O amor é unitivo e não dispersivo. Se algo fere a relação de amor com Deus, é sempre o Espírito a ser derramado sobre nós no Sacramento da Confissão para nos reconciliar com Deus e com a Igreja a quem ofendemos quando pecamos. Mas isto não é tudo. Como “amor, diffusivum sui”, amados, sempre reconciliados, somos chamados a considerar os versos do poeta Vinícius de Moraes, aplicados aqui com exclusão do que não se adéqua ao real amor: “De tudo ao meu amor serei atento/Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto/Que mesmo em face do maior encanto/Dele se encante mais meu pensamento./Quero vivê-lo em cada vão momento/E em seu louvor hei de espalhar meu canto/E rir meu riso e derramar meu pranto/Ao seu pesar ou seu contentamento/ ...

Em louvor de Deus, pois, narremos também nós as maravilhas de Deus com a língua que nos dá o Espírito e que pode ser entendido por todos na edificação do Corpo de Cristo, a Igreja: o amor!!!

V.: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
T.: Como era no princípio agora e sempre, amém!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Bispo é sequestrado na República Centro-Africana



Dom Eduard Mathos, bispo de Bambari, já está em liberdade

 
ROMA, terça-feira, 7 de junho de 2011

 Dom Eduard Mathos, bispo de Bambari, na República Centro-Africana, foi vítima de um sequestro relâmpago na última quinta-feira, dia 2 de junho, segundo informa a agência vaticana Fides, destacando que o prelado sofreu uma emboscada preparada por um grupo de rebeldes, que o libertaram depois de um curto período.
Fontes da Igreja local que, por motivos de segurança, pediram para manter o anonimato, contaram a Fides que “Dom Mathos tinha visitado a aldeia de Ngerengou, ao norte de Bria, para administrar o sacramento da Confirmação”.
“Embora ele sabia da existência de vários grupos rebeldes que operam na região, o bispo não recuou, apesar dos riscos, e continuou o seu trabalho pastoral", acrescentaram.

“O grupo rebelde, sabendo que o bispo estava na área, foi capturá-lo. O sequestro aconteceu no dia 2 de junho. Depois de um tempo, felizmente, eles o liberaram, mas mantiveram o seu motorista – que continua nas mãos dos bandidos - e o carro. Posteriormente, os rebeldes voltaram para roubar o seu celular.”
O bispo permaneceu alguns dias em Ngerengou porque a área é perigosa. Dom Mathos agora está são e salvo evoltou para seu episcopado sob escolta militar.
Segundo as fontes de Fides, não se sabe “qual o grupo é responsável por este ato, porque operam em pelo menos três ou quatro grupos rebeldes. O caso está sendo investigado pelas autoridades militares centro-africanas e pelos Capacetes Azuis da ONU”.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bento XVI conclui sua visita à Croácia



O papa Bento XVI partiu neste domingo do aeroporto Pleso de Zagreb para Roma, depois de uma visita oficial à capital croata, com atraso no voo devido a uma forte tempestade, que obrigou a mudança do protocolo de despedida.

Esta foi a primeira visita pastoral do papa Bento XVI à Croácia e a quarta de um Pontífice ao país desde sua independência em 1991.

No aeroporto de Zagreb, estavam a cúpula do Estado, liderada por seu presidente, Ivo Josipovic, e os máximos representantes da Igreja Católica croata.

Devido à tempestade, tanto o papa, como Josipovic não pronunciaram o discurso final que deveria ter sido feito no fechamento da estadia de dois dias do Pontífice à Croácia.

O papa saiu com um atraso de 45 minutos. A próxima viagem está prevista para o dia 18 de agosto, quando irá para Madri presidir a Jornada Mundial da Juventude

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Criada uma nova Diocese no Brasil

Bento XVI criou a Diocese de Naviraí, no Mato Grosso do Sul (Brasil), e nomeou seu primeiro bispo o Padre Ettore Dotti, da Congregação Sagrada Família (CSF).



O BISPO:

Monsenhor Ettore Dotti , 50, é vigário regional da Congregação e ecônomo da Região Brasileira, pároco da paróquia Bom Pastor, em Serrinha, na Bahia, e membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da diocese de Serrinha.
Nascido em Palosco, Bérgamo (Itália), no dia 1º de janeiro de 1961, mons. Dotti entrou para o Seminário da Sagrada Família, em Bérgamo, em 1983. Fez sua profissão religiosa em setembro de 1988. Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano de Bérgamo e recebeu a ordenação presbiteral no dia 28 de maio de 1994. 
Mons. Dotti chegou ao Brasil em janeiro de 1995. Foi vigário paroquial, formador e ecônomo em Itapevi (SP); superior local, vigário paroquial, reitor e mestre de noviços em Itapevi (SP) e em Peabiru, no Paraná. 
Foi também administrador paroquial da paróquia de Ivailândia, no Paraná, e regional da Congregação da Sagrada Família em Jandira (SP) e em Peabiru (PR).

A DIOCESE:
Com uma extensão de 35.138 km2, a diocese de Naviraí nasce com uma população de 267.356. O número de católicos é de 197 mil. São 19 paróquias, 27 padres (10 diocesanos e 17 religiosos), 25 religiosas, 9 seminaristas. O território da nova diocese abrange 19 municípios: Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Ivinheira, Japorã, Jataí, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranhos, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.

Com a criação da diocese de Naviraí, sobe para 275 o número das circunscrições eclesiásticas no Brasil assim distribuídas: 44 Arquidioceses, 211 Dioceses, 13 Prelazias, três Eparquias, um Exarcado, um Ordinariado para os fiéis de Rito Oriental sem Ordinário Próprio, um Ordinariado Militar e uma Administração Apostólica Pessoal.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

BENTO XVI VAI À CROÁCIA PARA ENFRENTAR SECULARISMO


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI realizará a 19ª viagem do seu pontificado, dessa vez à Croácia, nos dias 4 e 5 de junho, para tratar do avanço do secularismo, presente neste antigo país comunista.
Para isso, segundo explica o porta-voz da Santa Sé, o Santo Padre pretende apresentar a família como o ambiente de encontro e comunhão que toda pessoa busca, também na época do Facebook.
O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisa, no último editorial de Octava Dies, o objetivo da visita ao país em que Joseph Ratzinger já havia estado três vezes como cardeal.
Como recorda o porta-voz, trata-se de um país “de profundas raízes cristãs e católicas, protegidas com fidelidade em tempos difíceis, presentes especialmente no século passado; fidelidade mais que retribuída, com sincera proximidade e solidariedade, pela Santa Sé”.
E continua: “A Croácia vive agora o desafio do secularismo: a família e a juventude são campos cruciais para enfrentá-lo. Por isso, momentos centrais da viagem são precisamente a participação do Papa no primeiro encontro com as famílias católicas croatas e o encontro com os jovens, realizado cada dois anos.
Por este motivo, escolheu-se como lema da visita “Juntos em Cristo”.
“Em um mundo no qual as formas de comunicação se multiplicam e invadem a vida, o encontro e a comunhão entre as pessoas parecem cada vez mais difíceis”, explica o Pe. Lombardi.
“A Igreja se apoia em Cristo para sustentar a união e a missão da família e para alimentar a esperança de futuro da juventude. Desse modo, a Igreja serve a comunidade humana, a comunidade nacional, que agora, superada a fase agitada da dissolução da ex-Iugoslávia, prepara-se para fazer parte mais profundamente da comunidade dos povos europeus, entrando na União Europeia”, esclarece o porta-voz.
O Papa deseja que a Croácia entre na União Europeia, acrescenta Lombardi, “oferecendo a riqueza da cultura e dos valores da grande tradição do povo croata”.
E conclui: “Junto a Cristo, com o Papa, podemos olhar para o futuro com confiança e coragem”.

sábado, 28 de maio de 2011

O Modernismo e os tradicionalistas paranóicos

Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar de Aracaju-SE


Vários sites da Internet, em nome de certa visão estreita e equivocada do catolicismo, da Tradição e do próprio Magistério, têm feito
graves acusações ao Concílio Vaticano II, além de mais ou menos veladas críticas aos últimos papas, de João XXIII a Bento XVI. Esses sites são de orientação mais ou menos próxima à Fraternidade São Pio X, do falecido Arcebispo cismático Dom Marcel Lefebvre, que faleceu excomungado: são todos eles tradicionalistas (não tradicionais, no sentido correto e sadio do termo e da Tradição católica), reacionários (não simplesmente conservadores, o que não seria mal nenhum. Reacionários porque seu estado de espírito é destrutivo, inquisitorial, de retranca, de visão estreita, arcaica e hostil a qualquer progresso na teologia, no dogma e na vida da Igreja).

O refrão desses referidos sites é individuar em todos os níveis e ambientes da vida da Igreja erros e perigos à reta fé, espalhar anátemas e condenações e fomentar uma estranha e ultrapassada guerra apologética, própria do início do século XX, em nome da ameaça onipresente da heresia modernista. Para eles, paranoicamente, todo mundo é modernista: os últimos papas, os teólogos atuais, o episcopado em geral, o clero como um todo, os vários movimentos leigos...

É mais que patente para qualquer pessoa de bom senso que esse pessoal vai rapidamente tomando o caminho do cisma. Primeiro dá-se o cisma psicológico, afetivo, que faz ver com suspeita a Igreja e seus pastores; depois, vem o cisma de fato, a incompatibilidade entre a fé do grupelho de “iluminados” e a percepção da Grande Igreja, aquela composta pelo Povo Santo de Deus em comunhão com seus legítimos pastores com Pedro e sob Pedro. Em geral – mesmo quando não diz – esse pessoal somente considera como papas sem nenhuma restrição os pontífices até Pio XII. A fidelidade deles é ao papado do passado ou, melhor falando, ao papado da cabeça deles. Os papas atuais são por essa gente julgados, crivados de crítica e manipulados nas suas intenções e magistério; se alguns deles citam Bento XVI, é de modo unilateral e desonesto, sempre manipulando o Magistério pontifício para tentar fazer o Papa dar razão às próprias irracionalidades. Que ninguém se iluda pela linguagem engomada e afetada que utilizam, cheia de “V. Revma.”, “V. Excia. Revma”, “Senhor Padre”, etc. Toda essa afetação, na verdade, somente revela um apego doentio ao arcaico e tudo que os segure no final do século XIX e início do século XX, final do pontificado de Pio IX e pontificado de Pio X.

Como muitas pessoas perguntam-me sobre esses sites e pedem-me uma avaliação sobre eles, pois que estranham a animosidade em relação à Igreja e ao Episcopado, aos teólogos e a muitas sãs manifestações da vida eclesial, resolvi descrever de modo esquemático e bem simples a crise modernista, suas conseqüências e o atual estado da questão, para que o leitor possa compreender o quanto essas pessoas nominalmente católicas, mas às portas do cisma, aparentemente tão fiéis à Tradição e ao Magistério, mas deles tão distantes de fato, estão equivocadas e distantes do reto sentir da Igreja de Cristo. Como me dirijo ao grande público, procurei ser sucinto e evitar detalhes aprofundados sobre questões teológicas que escapariam de modo geral às pessoas. Meu intento é somente fazer com que se compreenda a posição da Igreja e o erro dos tradicionalistas reacionários.

Não nutro nenhum desejo de polemizar ou dialogar com esses grupos, que, de tão radicais, fechados e fundamentalistas, são impenetráveis a qualquer argumentação que não se enquadre em seus estreitos e pobres horizontes. Tentar dialogar com eles é como tentar dialogar com os protestantes fundamentalistas, sem tirar nem pôr. Nem mesmo freqüento tais sites, pois de modo algum valem a pena. Meu interesse é somente prevenir de modo argumentado e metódico aqueles que se sentem perplexos ante a aparente solidez da argumentação desses reacionários. Assim, cumpro somente com meu dever de defender a fé católica e ajudar o rebanho de Cristo para que não caia nas armadilhas que tantas vezes aparecem na sua peregrinação terrestre.



Ministérios de Leitor e Acólito na Arquidiocese de Aracaju

+Laus Deo!

Na noite de ontem (27), na capela do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Aracaju-SE, foram investidos nos Ministérios de Leitor e Acólito alguns seminaristas da Arquidiocese. A Santa Missa foi celebrada por Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo Metropolitano de Aracaju, e concelebrada por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo de Palmeira dos Índios-AL,  e por outros Sacerdotes.