sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Novenário e Festa de Nossa Senhora da Piedade


























No  próximo dia 30 de agosto dará inicio o novenário em preparação para tradicional Festa de Nossa Senhora da Piedade, padroeira da cidade de Lagarto, essa sem dúvidas é a maior manifestação religiosa do povo de Lagarto. Coordenada pelo Pároco Pe. Raimundo Diniz e pelo Vigário Paroquial Lucas Chagas a preparação da festa  começa no dia 08 de setembro, pois é durante a missa solene que a nova equipe de festa assume os trabalhos para as festividades do ano seguinte.  Liderada pelo casal coordenador, a equipe de festa é subdivida em mais 7 equipes, são elas:  Liturgia, Natureza e Vida Física, Harmonia e Ambiente, Missionária, Comunhão de Bens, Sabedoria e Estudos e Comunicação, esses  componentes reuniam-se todo dia 8 de cada mês para discutirem temas, pregadores e ações que serão implantadas antes, durante e depois das festividades.
Nesse ano a tema Central será: “Maria, Mater Verbi Dei”( Maria, Mãe do Verbo de Deus), extraído da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini do Santo Padre Bento XVI.
Para  Pe. Raimundo, o objetivo da realização do novenário em uma comunidade é evidenciar as palavras de Deus através das orientações do Papa e da Igreja, e em Lagarto, por se tratar de uma paróquia mariana também é evidenciar a presença e o sim de Maria para a Igreja.


Por Alexandre Fontes

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Diante das notícias sobre manifestações contra a visita do Papa à Espanha, fiquei pensando...

Dom Henrique Soares da Costa

Perguntas espanholas
Por que a imprensa dá tanta ênfase a uma manifestação de 2.000 a 5.000 pessoas? Por que esse gosto de alargar, aumentar, amplificar e sublinhar tudo quanto seja contra Cristo e de modo particular contra a Igreja? Por que não se mostra de modo honesto a agenda positiva e real: milhares de jovens do mundo inteiro, na casa dos vinte a vinte e cinco anos ali, felizes, com o Papa?
Será que os tolos que fizeram essa manifestação não compreendem que não são somente eles que pagam impostos, mas os católicos também os pagam? A grande maioria dos espanhóis não reclamou e está contente com a visita do Santo Padre! Além do mais, não fosse a cegueira e a má vontade anticlericais desses grupelhos radicais, eles veriam que a visita do Papa e a Jornada da Juventude traz compensações financeiras para a Espanha em crise...
Mas, ainda que não trouxesse compensação alguma, será que a vida e os acontecimentos devem mesmo ser medidos somente pelo útil, pelo lucrativo, pelo resultado imediato? E o bem que um encontro desses traz a milhares de jovens que procuram um sentido, um rumo para a existência, num mundo cansado de si e temeroso quanto ao futuro? Mas, esses obtusos, esses tolos de má vontade não enxergam nada disso. São movidos somente pelo ódio e o preconceito.
Mais uma pergunta? Por que é que alguns gays sentem prazer em se beijarem quando veem o Papa? Interessante forma de tara! Quando vão compreender que podem se beijar até cair a língua, que isso não afetará ao Papa em nada? Tanto é direito deles beijarem-se à vontade como é direito e dever da Igreja dizer o que é contrário ou de acordo com o doutrina cristã e a lei natural. Quantas vezes é necessário dizer que a Igreja não é contra ninguém? O resto é circo! Como seria bom que esses homossexuais – que não representam a maioria dos homossexuais - tratassem com seriedade de argumentos as suas questões! Beijaços à passagem do Papa não resolvem. No máximo, se chegasse a ver tais cenas, o Papa talvez dissesse: “Não, obrigado!”

 
Bento XVI e a multidão de jovens:
nem viu o beijaço!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Inauguração da JMJ: "Madrid os acolhe de braços abertos".

Por Pe.Deomar de Guedes

Venha a nós o vosso reino!
Pe.Deomar de Guedes, LC - Reitor do Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil, na JMJ 2011



Hoje tive a graça de participar da missa inaugural presidida pelo Cardeal Antonio Maria Rouco, arcebispo de Madrid. Missa maravilhosa na qual me emocionei várias vezes ao ver os espírito de oração que pairava no ar. Sacerdotes de todos os países, mais de novecentos Bispos e milhões de jovens enchendo as ruas de Madrid, uma invasão pacífica de fé à capital da Espanha.

Na homilia o cardeal recordava que o que caracteriza a Espanha como país é a sua raiz católica que criou a base da sociedade espanhola e que foi levada até a América. Esta fé é que dá ao espanhol seu caráter amigável, alegre e acolhedor, dizia o cardeal.
Santa Missa de abertura da JMJ 2011
 
Impressionante silêncio que reinou durante toda a missa e especialmente na consagração, os jovens rezavam de verdade com fervor e devoção.


Um grande testemunho de fé neste país que sofreu tanto pela fé. Me emocionei ao pensar nos mártires da Guerra Civil que agora, do céu, viam os frutos de seu sangue derramado por Cristo.
Também muito emocionante a recepção dos Bispos de todo o mundo onde estamos hospedados, só os brasileiros são 52.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Querer mucho a los sacerdotes



Vídeo que mostra São Josemaria Escrivá encontrando-se com sacerdotes e lhes dirigindo suas sábias palavras.

domingo, 7 de agosto de 2011

Mãos sacerdotais

 
Mãos do sacerdote, mãos predestinadas,
Mãos de Jesus Cristo, mãos divinizadas,
Feitas lá no céu de essências imortais.
Mãos do sacerdote, feitas sob modelo
Que Jesus traçara cheio de desvelo,
Desde todo sempre, mãos sacerdotais.
*
Mãos do sacerdote para a cruz voltadas,
Mãos de lírios roxos sobre a cruz pregadas,
Sempre, sempre abertas, sem fechá-las mais,
Mãos de sofrimentos, mãos de mil suplícios,
Têm as veias rubras feitas de cilícios,
Mãos de mil calvários, mãos sacerdotais.
*
Mãos do sacerdote, mãos de toda hora,
Quando a noite é negra, quando brilha a aurora,
Quando reina a calma, quando há temporais,
Mãos de sacerdote, mãos de toda gente,
Mãos do fervoroso, mãos do indiferente,
Mãos dos sofredores, mãos sacerdotais.
*
Mãos do sacerdote, mãos feitas de lodos,
Frágeis, passageiras, como as mãos de todos,
Filhas do pecado como as dos demais,
Mãos feitas de lodo, frágeis, pecadoras…
Mãos purificadas, santas, redentoras…
Beatificantes, mãos sacerdotais.
*
Quantas mãos existem. Que diversidade!
Mãos para a virtude, mãos para a maldade,
Mãos cheias de lodo, mãos cheias de luz.
Mãos que ferem, mãos que fecham as feridas,
Mãos que dão a morte, mãos que dão a vida,
Mãos que dão o diabo, mãos que dão Jesus.
*
Quantas mãos existem. Que diversidade!
Mas somente vós não sois como as demais.
Pois somente vós levais à eternidade;
E há recantos n’alma em que só vós tocais.
E há espinhos fundos que ninguém alcança,
E há doridos prantos que ninguém estanca
A não serdes vós, ó mãos sacerdotais!
*
Mãos do sacerdote, luz, calor, guarida,
Para cada morte trazem uma vida,
Para cada vida acendem mil fanais.
Mãos do sacerdote, báculo que arrima,
Bálsamo que alenta, asa que sublima,
Cofre dos consolos, mãos sacerdotais

terça-feira, 2 de agosto de 2011

As vocações na Igreja

A sociedade é uma composição de pessoas onde cada uma sente-se inclinada a fazer algo em particular. Desempenhar bem um trabalho, exercer uma profissão. Um artista plástico que já nasce com tal “dom”, provavelmente nunca será superado por outro que faz muitos cursos. A não ser que tente insistentemente, que tenha bons mestres e uma boa disciplina não se conseguirá fazer uma obra de arte tão bela quanto um artesão do interior que nem ler ao menos sabe. Isso por conta de uma habilidade nata, uma vocação que ele tem.
Vocação tem um sentido muito amplo. Sabemos que não se restringe ao campo religioso somente, seria reduzir tudo a religião. No entanto, aqui vamos tratar mais especificamente nesta área, vocações específicas dentro da Santa Igreja Católica Romana.
A palavra vocação quer dizer chamado (Vocatio-onis=em latim:chamar). O vocacionado é aquele que se sente chamado por Deus para desempenhar na Igreja um trabalho de santificação e serviço.
Chamamos de vocação específica a Sacerdotal, a religiosa, a matrimonial e a laical. Vejamos cada uma delas:
Vocação sacerdotal
Esta é uma vocação muito importante na vida da Igreja, o sacerdote é aquele que oferece o sacrifício verdadeiro de Cristo, por Cristo e na pessoa de Cristo. Este é chamado a ser alguém que é consagrado, separado para o serviço do Reino de DEUS, como nos diz o Santo Padre Bento XVI em sua carta aos seminaristas: Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus». Quem abraça esta vocação abraça também a vida celibatária entregando-se por completo a Igreja.
Vocação religiosa
O religioso é consagrado a DEUS para viver ainda na terra aquilo que viveremos no céu. A vida religiosa também exige o celibato através do voto de castidade, procurando renunciar a tudo que é carnal para viver um amor puro, um amor fora das coisas terrenas. Nesta vocação também se faz o voto de pobreza, como prova do desapego a tudo que é temporal e o voto de obediência no qual se coloca a ouvir e seguir a Vontade de DEUS através dos superiores.


Vocação matrimonial
Toda vocação vem do amor, quem ama vive bem a sua vocação. Todavia, é no matrimônio que isto se torna mais explícito. O casamento é a realização mútua de um homem e uma mulher. Ambos se completam no amor, que implica a renúncia de si e de suas vontades para o bem estar do outro. Esta é a mãe de todas as vocações, pois é da família que saem os padres, as freiras e os leigos.
Vocação Laical
Os leigos que aqui citamos são aqueles que mesmo vivendo na comunidade paroquial abraçam o celibato para se dedicarem somente ao Reino de DEUS. Esta consagração especial, assim como na vida religiosa, constitui por si mesma um estado completo de profissão dos Conselhos evangélicos. Há institutos formados somente por leigos, ou que também contam com a presença desta tão bela vocação.

DEUS nos chama por primeiro a santidade, esta é uma grande verdade. Ele nos mostra um caminho específico. Cabe a nós, à luz do ESPÍRITO SANTO, discernir qual é a vocação que Ele nos chama, para que vivendo-a bem alcancemos a vida de graça, a vida de santidade.
Peçamos a Virgem Santíssima, a mãe das vocações, que nos ajude a ser fiéis e obedientes ao chamado que DEUS nos fez. Assim seja!


Pauper servus

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cruz de Cristo, escândalo para os judeus. Local onde rasgam as vestes: L’Osservatore Romano.

Assis: polêmica entre judeus e cristãos sobre símbolos religiosos.

No “L’Osservatore Romano” se inflama o debate entre o Cardeal Koch e Ricardo di Segni. O rabino rechaça a comparação entre a Cruz e o Yom Kippur.


Bento XVI e o rabino Di Segni. Em janeiro de 2010, este mesmo rabino declarou: “Se a paz com os lefebvristas significa renunciar às aberturas do Concílio, a Igreja tem que decidir: ou eles ou nós!”
Bento XVI e o rabino Di Segni. Em janeiro de 2010, este mesmo rabino declarou: “Se a paz com os lefebvristas significa renunciar às aberturas do Concílio, a Igreja tem que decidir: ou eles ou nós!”


« Se os termos do diálogo são os de indicar aos judeus o caminho da Cruz, não se entende por que o diálogo nem o porque de Assis », escreveu em “L’Osservatore Romano” o rabino mais importante de Roma, Riccardo Di Segni, advertindo que os que apoiam o diálogo entre católicos e judeus devem evitar recorrer a símbolos não compartilhados.
A comparação que fez o Cardeal Kurt Koch, diretor do dicastério vaticano para o diálogo ecumênico, entre a cruz cristã e a festividade judia da expiação, o Yom Kippur, não agradou ao rabino de Roma, Riccardo Di Segni.
O debate surgiu com o artigo de 7 de julho publicado pelo Cardeal Koch no periódico da Santa Sé sobre o significado da Jornada Inter-religiosa da Oração pela Paz em Assis, do próximo 27 de outubro, no qual o purpurado suíço escreveu que a cruz de Jesus « se levanta sobre nós como o permanente e universal Yom Kippur », e « por isso a cruz de Jesus não é um obstáculo para o diálogo inter-religioso; antes, indica o caminho decisivo que sobretudo judeus e cristãos […] deveriam tomar, em uma profunda reconciliação interior, tornando-se fermento para a paz e a justiça no mundo ».
Segundo Di Segni, estas palavras « inspiradas pela fraternidade e boa vontade, se não forem melhor explicadas, podem evidenciar os limites de uma certa forma de dialogar da parte dos cristãos ». Di Segni se queixa em particular da proposta que Koch « faz ao interlocutor judeu para que se deixe guiar por símbolos que este não compartilha. Sobretudo quando estes símbolos são apresentados como substituições, com o valor agregado dos ritos e dos símbolos do crente com que se dialoga».
« O crente cristão – explica o rabino de Roma – pode, sem dúvida, pensar que a Cruz substitui de maneira permanente e universal o dia de Kippur, mas se deseja dialogar sincera e respeitosamente com o judeu, para quem o Kippur mantém seu valor permanente e universal, não tem que lhe propor suas crenças e suas interpretações cristãs como sinais do ‘caminho decisivo’».
« Pois então há o risco – prossegue – de se entrar na teología da substituição e a Cruz se converte em obstáculo. O diálogo judaico-cristão corre inevitavelmente este risco, porque a idéia do cumprimento das promessas judaicas é a base da fé cristã; assim, o afirmar-se desta fé implica sempre uma idéia implícita de integração, se não de superação da fé judaica ».
De Segni continua: « a língua do diálogo deve ser comum e o projeto deve ser compartilhado. Se os termos do diálogo são baseados em cristãos indicando aos judeus o caminho da Cruz, não se entende o porque do diálogo nem o porque de Assis ».
Em sua réplica, o Cardeal Koch explica que « não se trata de substituir o Yom Kippur hebraico pela cruz de Cristo, embora os cristãos vejam na cruz de Cristo o permanente e universal Yom Kippur ». A questão, de toda forma, « não é um obstáculo para o fato de que cristãos e hebreus, dentro do recíproco respeito pelas respectivas convicções religiosas, se empenhem na promoção da paz e da reconciliação, caminhando juntos para Assis ».
(Destaques do original)