quinta-feira, 1 de março de 2012

Extra Ecclesia nulla sallus

    Alecio Souza Vieira

 


Diante deste axioma usado por Orígenes e Cipriano no século III, nos deparamos com dois grandes extremos: Em um primeiro plano poderemos cair no radicalismo de dizer que somente os membros da Igreja católica serão salvos, logo entraremos numa grande heresia, a predestinação, onde estes seriam salvos tão somente por serem católicos e os demais seriam condenados , mesmo sem que tenham culpa como em alguns casos.

O outro extremo é dizer que isto foi um engano, uma má interpretação da missão da Igreja nos primórdios, e relativizar a salvação dizendo que todas as religiões são iguais e       que independente da Igreja católica todos serão salvos apenas por suas boas obras.

A Santa Igreja tem se unido aos batizados que honram o nome de cristãos e são fiéis aos princípios evangélicos mesmo não professando integralmente a sua fé. Muitas Igrejas e comunidades eclesiais têm o episcopado válido e celebram a Eucaristia e alguns outros sacramentos em suas igrejas. A plenitude dos meios salvíficos está na Igreja Católica, e esta é necessária para salvação. Todavia, como nos ensina o catecismo da Igreja, mesmo sendo detentora de tais bens, a salvação não está presa entre as paredes da Igreja, pois como já disse existem em algumas igrejas elementos de salvação. Entretanto, “não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiseram nela entrar ou nela perseverar”(Lumem gentium 14).

 É muito difícil saber o tamanho da culpa e do conhecimento das pessoas, por isto a Igreja através da intercessão espera que sejamos um dia, um só rebanho guiado por um único pastor.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Papa nomeia Dom Lorenzo Baldisseri secretário da Congregação para os Bispos, no Vaticano .



Na manhã desta quarta-feira, 11 de janeiro, o papa Bento XVI transferiu o atual Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri para a Secretaria da Congregação para os Bispos, um dos dicastérios da Cúria Romana, no Vaticano. Dom Baldisseri havia completado nove anos de nomeação para a Nunciatura Apostólica no Brasil no dia 12 de dezembro passado. Antes, ele foi núncio no Haiti (1992 – 1995), no Paraguai (1995 – 1999), na Índia e no Nepal (1999 –2002).
No Brasil, ele sucedeu a dom Alfio Rapisarda. Dom Lorenzo Baldisseri passa a responder pela Secretaria da Congregação para os Bispos que tem como prefeito, desde junho de 2010, o cardeal canadense Marc Oullet, que esteve presente e orientou o retiro espiritual dos bispos na última Assembleia Geral da CNBB, em maio de 2011, em Aparecida (SP). O Secretário anterior da Congregação era o ex-núncio apostólico na Espanha, arcebispo português, dom Manuel Monteiro de Castro, que será criado cardeal no próximo Consistório, de 18 de fevereiro, conforme anúncio feito pelo Santo Padre no Angelus da Epifania, dia 6 de janeiro.
A propósito da transferência do núncio apostólico, o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, emitiu, em nome da Presidência, a seguinte nota:


Saudação ao novo Secretário da Congregação para os Bispos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) felicita Dom Lorenzo Baldisseri pela nomeação para o cargo de Secretário da Congregação para os Bispos, um dos mais importantes dicastérios da Cúria Romana. Reconhecemos, com gratidão, sua trajetória como Núncio Apostólico no Brasil, marcada pela excelente atuação tanto junto às autoridades brasileiras como representante do Papa, quanto pelo seu zelo apostólico manifestado pelas visitas pastorais realizadas a numerosas dioceses. Além disso, seus pronunciamentos, particularmente, registrados no recém-lançado livro “Ação e Missão – Um itinerário eclesial no Brasil”, sempre foram iluminadores de modo a contribuir com a CNBB no serviço da comunhão entre os bispos e com o sucessor de Pedro.
Entre suas beneméritas contribuições para Igreja no Brasil, estão a singular atenção pastoral que sempre teve para com os bispos, a presença em todas as assembleias do episcopado (no período em que exerceu sua função de Núncio), o encaminhamento de grande número de nomeações de bispos e a criação de várias dioceses. Destacamos, no entanto, com especial reconhecimento, sua decisiva participação na conclusão do acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé que estabeleceu o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, promulgado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 11 de fevereiro de 2010. Naquela ocasião, Dom Baldisseri nos lembrava que com aquele ato solene se concluía o processo deste histórico tratado internacional que “constitui a reafirmação e a consolidação das relações existentes entre o Brasil e a Santa Sé e a adequada e clara regulamentação da significativa presença e contribuição da Igreja Católica para o progresso, a harmonia e o bem comum da sociedade brasileira”.
Em nome do episcopado brasileiro, agradecemos profundamente a Dom Baldisseri pelo seu valioso trabalho junto ao governo e a Igreja no Brasil e asseguramos as nossas orações pelo êxito de sua nova missão a serviço da Igreja como secretário da Congregação para os bispos. Temos a certeza de que a Igreja no Brasil será sempre grata pelo seu fecundo trabalho realizado como Núncio Apostólico em nosso país.

Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Unam sanctam" - Bula de S.S.Bonifácio VIII



BULA

DO SUMO PONTÍFICE

BONIFÁCIO VIII

UNAM SANCTAM



18.11.1302 Papa Bonifácio VIII


Do Papa Bonifácio VIII

De 18 de novembro de 1302

Una santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: "Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou" (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi à arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com "um côvado" (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído.

A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: "Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão" (Sl 21,21). Ao mesmo tempo em que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro: é Cristo e Pedro, vigário de Cristo, e o sucessor de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,17). Disse "minhas" em geral e não "esta" ou "aquela" em particular, de forma que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo pois o Senhor disse no evangelho de São João: "Há um só rebanho e um só Pastor" (Jo 10,16).

As palavras do Evangelho nos ensinam: esta potência comporta duas espadas, todas as duas estão em poder da Igreja: a espada espiritual e a espada temporal. Mas esta última deve ser usada para a Igreja enquanto que a primeira deve ser usada pela Igreja. O espiritual deve ser manuseado pela mão do padre; o temporal, pela mão dos reis e cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do padre. Uma espada deve estar subordinada à outra espada; a autoridade temporal deve ser submissa à autoridade espiritual.

O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de poder terrestre. Devemos reconhecer isso quando mais nitidamente percebemos que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom. Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se o poder superior se desvia, somente Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim testemunha o apóstolo: "O homem espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado" (1Cor 2,15).

Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e fundada para ele e seus sucessores Naquele que ele, a rocha, confessou, quando o Senhor disse a Pedro: "Tudo o que ligares..." (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder determinado por Deus "resiste à ordem de Deus" (Rm 13,2), a menos que não esteja imaginando dois princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que, conforme Moisés, não é "nos princípios", mas "no princípio Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1).

Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao romano pontífice.

Dada no Vaticano, no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BOTE FÉ em Lagarto-SE



PROGRAMAÇÃO


  • 03-01

18:30h - Caminhada com rosário luminoso com a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora da Visitação, saindo da Igreja da CIDADE NOVA.
Obs. Favor levar vela
21:00h - Acolhida da Praça da Piedade
21:30h - Santa Missa
22:30h - Ida à Igreja do Rosário, onde haverá uma Vigília eucarística durante toda a noite.


  • 04-01

6hs - Santa Missa
7hs - Envio da Cruz e do Ícone para Estância

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Homilia da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo

Alecio Souza Vieira


Caríssimos filhos da Igreja de Nosso senhor Jesus Cristo, hoje celebramos a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Cristo é Rei, nós somos os seus súditos. O seu Reino não é deste mundo (Cf. Jo 18, 36) e o seu trono não é de ouro brocado com pedras preciosas, mas de madeira: é a cruz. O seu manto é vermelho, mas não é de tecido nobre, é o seu Preciosíssimo Sangue vertido no madeiro que cobria o seu Santíssimo Corpo.
Guardemos bem esta imagem do Rei crucificado...

1º Ponto: “O Rei-Juiz-Pastor”
O Santo Evangelho desta solenidade nos apresenta Cristo como Rei, soberano, que vem sobre as nuvens com seu exército celeste (Cf. Mt 25, 31). Este Rei vem como juiz, para julgar a terra inteira, todos os povos. Todavia, encontramos outro aspecto deste Rei: além de ser Juiz, é também Pastor, conhece bem o seu rebanho e tem a autoridade e o conhecimento para separar as ovelhas dos cabritos (25, 33). Quando falamos de juiz já nos vem em nossa mente a “condenação”, esquecemos que sua função é zelar pela verdadeira justiça. Cristo é Rei justo, e conhece bem a cada um de seus súditos e sabe muito bem qual a sentença final aplicar. Ele é Rei-pastor, mas se faz Rei-cordeiro, sim meus irmãos, Cristo sendo Juiz e Pastor se faz réu e cordeiro. É no alto da Cruz que contemplamos o Amor deste Rei, a misericórdia deste mesmo Juiz e a humilhação deste mesmo Pastor.
O nosso Rei é apresentado morto, não para humilhá-lo, mas para mostrar-nos que se quisermos entrar no Reino eterno é preciso morrer, não apenas fisicamente, todavia durante esta vida é necessário deixar morrer em nós as nossas paixões, a nossa vontade para que o Amor real de Cristo habite em nós.
Percebemos até aqui que nos deparamos com a “loucura” deste Reino que está repleto de contradições: “Quem quiser viver deve morrer (Cf. Mt 10); quem quiser ser o primeiro que seja o último (Cf. Mc 9); o Rei é pobre; é assassinado, mas vive e por sua morte gera a vida; o Pastor se faz cordeiro e é imolado...” dentre outros aspectos que compõe este Império do Amor, por isso é contraditório pois o Amor neste mundo é contradição.

2º Ponto: “O Reino dos Céus”
O Reino dos céus é o ápice da pregação de Cristo. O Reino está tão implicitamente ligado a Cristo que se pode dizer, como Orígenes, que Ele é autobasileia, é Ele mesmo o próprio Reino. É pessoa: O Reino é Ele, Cristo é Rei!
Neste mundo nos deparamos com o sofrimento, que deve ser compreendido pelo cristão como a cruz a ser carregada por amor a Cristo e como chave da porta do Reino. Esta cruz nos leva ao Reino da vida eterna que está nos céus, é pela cruz que se chega a vida.
E como Já dizia Santo Ambrósio “Vida é, de fato, estar com Cristo; aí onde está Cristo, aí está a Vida, aí está o Reino". É em Cristo que está a Vida, é em Cristo que está o Reino. Ele é Rei, mas seu reinado não é social, muito menos territorial, mas Eterno e ilimitado. Busquemos pois o Reino bendito dos céus!

3º Ponto: “A caridade como portal do Reino”
Todos os reinos que conhecemos tem um território limitado, e um exército que não permite que qualquer um tenha acesso a ele. Imaginemos pois, aqui uma porta de entrada, imensa, mas muito estreita. Este é o portal para a entrada do Reino de Cristo, é a caridade, que por sua vez é imensa e ilimitada, mas que também é muito difícil de se vivê-la.
O Evangelho que acabamos de ouvir nos mostra dois caminhos: o da caridade para com os pequeninos e o do desprezo para com eles. Aqueles que trilham o caminho da caridade no bom trato aos necessitados (famintos, sedentos, nus, presos...) entrarão no Reino dos céus, pois quando se age com caridade a estes, é a Cristo que serve, Ele agora se coloca como pequeno. Outra virtude que destacamos nesta Santa Liturgia, é a humildade. Cristo é Rei, mas é humilde, é Juiz mas é humilde, é Pastor mas humilha-se sendo cordeiro, é Imenso e se faz pequenino.
Diante disto podemos nos questionar: Porque somos tão orgulhosos e vaidosos se buscamos o Reino da humildade? Isso sim que é contradição!
É somente através da caridade e da humildade, ou seja, da santidade, que se chega ao reino. “Eis o reino de Deus e a sua justiça: uma vida santa; isso é o que temos que procurar em primeiro lugar, a única coisa verdadeiramente necessária” (São Josemaria Escrivá)

Voltemos agora, meus irmãos, àquela primeira imagem, a figura do crucificado.... Cristo Senhor, Rei do universo nos dá uma “banho” de humildade e caridade. É na cruz que Ele Reina, sim meus irmãos, é no monte calvário que o Rei se faz Rei. Ele já reinava com o Pai na glória, no entanto é na cruz que o Rei coroado, não com ouro, mas com espinhos, oferece para nós a salvação e conquista o território do nosso coração e nos devolve a dignidade de filhos do Reino.
Então convido neste dia a você jovem, adulto, criança, idoso, a viver a santidade para ser morador do Reino. Busquemos juntos a santidade! Que os pais possam educar seus filhos neste caminho de caridade e santidade, e que os filhos possam ouvir seus pais para assim trilharem juntos esta via da vida.


Peçamos a Virgem Maria, Rainha dos Anjos e Santos, que nos ensine a fazer jus ao Sangue derramado e ao Corpo entregue, buscando sempre mais viver a caridade e a humildade para assim ultrapassarmos este portal usando também a chave que é a cruz cotidiana.
Meu Senhor e meu Rei, ajuda-me a ser um súdito fiel e propagador do seu Reino, não apenas com belas palavras, mas com a vida.
Cristo Rei nosso, Venha a nós o vosso Reino!!! Que o Senhor Reine em nossa vida e em nosso coração. Assim seja!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Festa de Nossa Senhora da Piedade - Lagarto-SE, 2011

Altar do Santuário Mariano diocesano de Nossa Senhora da Piedade


Pe.Lucas Chagas, Vigário Paroquial de Lagarto-SE


Dom Henrique Soares, celebrou a Santa Missa Solene

Pe.Vagner Araújo, cerimoniáro episcopal e Pe.Lucas


Sua Excia. Revma. Dom Marco Eugênio, Bispo de Estância

Clero diocesano de Estância


Casal coordenador da Festa da Piedade 2011, Humberto Vieira e Jeâne Vieira

Santa Missa Solene

Pe.Lucas (Vigário paroquial) e Pe.Raimundo(Pároco)

Dom Marco Eugênio G. L. de Almeida encerrou a Festa